Neste dia, ocorreu na vertente sul da ilha, entre a Ribeira do Nabo e do Almeida, uma explosão vulcânica com várias frentes.
No final do mês de Abril, a população registou inúmeros abalos. Estes foram-se tornando mais fortes e no dia 01 de Maio rebentou o vulcão.
Essa enorme quantidade de lava que ainda hoje se conhece por Queimada Brava correu de diferentes frentes todas próximas à cratera da Ribeira do Nabo, a oriente da fajã.
Este vulcão esteve em actividade por mais de 4 meses, matou 10 pessoas e 4.000 cabeças de gado, dotou os terrenos da Queimada com grande fertilidade e, esterilizou uma fonte de águas medicinais que existia perto da Ribeira do Almeida, que já era muito procurada por pessoas de outras ilhas.
Vulcão da Urzelina em 01-05-1808
228 anos depois do vulcão da Queimada eis que surge no mesmo dia e mês o vulcão da Urzelina. É uma coincidência notável e inexplicável.
Depois de muitos abalos de terra, por volta da hora do almoço, a população sentiu um abalo muito forte e ensurdecedor. Conta-se que uns minutos antes deste enorme abalo, os animais estavam inquietos, aterrorizados e fugiam em direcção ao norte, derrubando tapumes; o povo vendo a debandada dos animais seguiu-os.
Após a explosão e, segundo algumas histórias orais "apareceu uma nuvem muito densa no alto do mais alto dos montes; essa nuvem subiu e fez um arco sobre a freguesia das Manadas".
Este vulcão durou vários dias e rebentou por 7 frentes. O vulcão de entre as ribeiras acima da fonte da fajã rebentou na madrugada do dia 4 de Maio e dele saíam nuvens negras de fumo. No dia 11 de Maio rebentou o fogo das areias, em Santo Amaro e por 2 frentes apareceram lavas que mais pareciam ribeiras.
Os "tufões de fogo" de dia 17 de Maio mataram várias pessoas: umas cairam ao mar outras morreram queimadas.
Todas as frentes fumaram por alguns tempos; e por alguns anos continuaram cheiros gasosos, não só pelas crateras mas também pelas fendas dos solos.
Quando em 1810, 09 anos depois, algumas pessoas quiseram limpar um poço de preia-mar, cheio de pedras vulcânicas e acabaram por morrer asfixiadas pelo cheiro a enxofre.


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